Qual é o valor de um produto ecologicamente correto?

Imagem de 3D Animation Production Company por Pixabay

Vamos jogar a real logo de cara: muitas vezes o produto sustentável, ecologicamente correto, é mais caro na prateleira do mercado do que o item comum. Apesar de já estar bem mais acessível do que em outras épocas, essa é uma verdade que não se pode (e nem queremos) negar. Mas será que o valor de um produto é apenas o seu preço, seu custo de fabricação? E mais do que isso: fazendo contas de médio e longo prazo, será que custa mais de verdade em todos os casos mesmo?

O primeiro passo é entender que consumidores, em um primeiro momento, buscam avaliar o valor de um produto apenas pelo seu custo. Então, um creme dental que custa 4 reais é mais barato do que um disponível pelo valor de 12 reais. Isso se chama valor econômico.

Entretanto, outros tipos de valores abrangem os produtos: são valores sociais e ambientais. Por essas preocupações serem relativamente recentes elas acabam impactando o custo final de um produto. Explicamos: quanto maior a demanda, mais barato costuma ficar um produto. Como a preocupação ambiental e social ainda não são massificadas, a demanda trabalha contra o barateamento do produto.

Mas isso não impede que a conta ainda assim valha a pena. E vamos te provar mostrando três valores de produto (inclusive o dinheiro que você vai economizar).

Primeiro valor: meio ambiente saudável

O primeiro, e mais importante, valor de um produto sustentável é que ele não prejudica o meio ambiente. Pode parecer muito vago ou distante da nossa realidade, mas não é. Já imaginou se a gente consumir tanto, mas tanto plástico que um dia venha a ter mais garrafas do que peixes no oceano? Parece uma suposição fantasiosa, mas é o que indica estimativa da Organização das Nações Unidas, que mostra que isso pode acontecer no ano de 2050.

O produto ecologicamente correto tem por concepção um processo de fabricação que respeite a natureza.

Segundo valor: benefícios sociais

Você sabia que diversas marcas preferem gerenciar uma rede maior de pequenos fornecedores e, dessa forma, dar sustento a um número muito maior de famílias? Esse é um valor social que faz parte de muitos produtos sustentáveis.

Na visão de uma empresa, é muito mais fácil coordenar poucos fornecedores e retirar a produção dessas empresas ou pessoas. Dessa forma, é preciso uma capacidade organizacional menor, incluindo aqui a mão de obra desse setor. Quanto maior a rede de fornecedores, maior a sua necessidade de coordenação, tanto para que a qualidade do produto seja uniforme quanto para manter a logística de entrega desses pequenos fornecedores sem atrasos.

Muitas marcas com produtos ecológicos favorecem o pequeno fornecedor, agricultor e cooperativas. A cadeira produtiva, dessa forma, fortalece o trabalho de pequenas famílias e a remuneração pelo trabalho feito chega em mais casas.

Terceiro valor: economia de DINHEIRO (sim, isso mesmo!) a longo prazo

Não é absolutamente sempre que você vai conseguir observar esse terceiro valor na sua carteira, mas acontece, sim! E para chegar a essa conclusão, basta fazer algumas continhas básicas. Ainda falando sobre o plástico, por exemplo, um copinho descartável custa cerca de 20 centavos. Se tomar água ou café 5 vezes ao dia, já foi um real. Se você acha que não paga pelo copinho, saiba que alguém tem que arcar com esse custo. Se for na empresa onde você trabalha, é a própria empresa, que repassa o custo ao consumidor ou cliente. Se for no comércio, é quem compra mesmo. Enfim, sempre tem quem pague e a gente tem que ter essa consciência. Em 30 dias, o seu copo reutilizável economizou 30 reais.

Se você ainda não está convencido, vamos a outro exemplo. Sabe quando sobra metade de um mamão ou de uma manga, por exemplo, e você embala essa parte restante no plástico filme e coloca na geladeira? Pois é, o rolo do plástico filme custa por volta de 9 reais. Se você usa um por mês, esse item pode custar mais de 100 reais por ano no seu orçamento doméstico. Mas já existe um produto que substitui o uso do plástico filme e dura seis meses ou mais, por exemplo, com um custo de 20 a 30 reais. É o pano encerado, que armazena frutas e legumes com frescor por semanas em temperatura ambiente, geladeira ou freezer. Ele é reutilizável. Para higienizar, basta lavar em água corrente e deixar secar. Olha que fácil!

Além de tudo, saúde!

Além desses valores, se incluirmos os benefícios para a saúde, podemos abrir um novo campo imenso de discussão. É o caso de produtos naturais, por exemplo, que em diversos casos também são sustentáveis. Desde produtos de limpeza até cosméticos e produtos de higiene pessoal, é possível encontrar opções ao alcance de um clique apenas.

Quando consideramos cuidados com a pele, quantas substâncias passamos no nosso rosto todo dia, entre cremes para idade, hidratante e maquiagem? É difícil mensurar, mas já dá para ter uma ideia clara do que estamos arriscando.

Tudo que passamos na pele é absorvido pelo organismo e o corpo não consegue eliminar por completo essas substâncias. O risco de acontecer alergias, por exemplo, é menor se o cosmético for feito com ingredientes naturais. Até mesmo doenças como câncer apresentam maior risco em produtos tradicionais. Conservantes, parabenos, corantes sintéticos e alumínio são algumas substâncias que merecem atenção.

Se você quiser entender melhor sobre isso, alguns sites e aplicativos ajudam a decifrar a composição dos produtos. Um deles é o EWG, um site americano com amplo banco de dados dedicado a classificar cosméticos com base na segurança dos ingredientes usados na sua fabricação.

Se você observa outros valores do produto sustentável que não colocamos aqui, deixe sua observação nos comentários.

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